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Irã: ex-muçulmano relata que parentes sonharam com Jesus

30 DE MARÇO DE 2026

O evangelista e pastor Shah Ahmadi relatou sua trajetória de vida no Irã, onde viveu por 22 anos sob o regime islâmico, até deixar o país e se estabelecer no Ocidente. Atualmente, ele atua como diretor de alianças estratégicas na Iran Alive Ministries.

Ahmadi afirmou que teve contato com o Islã ainda na infância. “Quando eu tinha 8 anos, meu pai me levou à mesquita”, declarou, acrescentando que seu pai era muçulmano devoto na época. Ele explicou que, no Irã, a prática religiosa é restrita ao Islã.

Na adolescência, passou a memorizar o Alcorão e, posteriormente, formou-se em engenharia de agrimensura, alcançando destaque profissional. Ele afirmou que tinha estabilidade e reconhecimento na carreira, até passar a ser investigado pelo governo iraniano após presenciar uma instalação considerada sensível.

Segundo Ahmadi, ele foi interrogado e questionado sobre supostos vínculos com Israel e os Estados Unidos. “Fomos avisados de que seríamos mortos se não fugíssemos”, declarou. Ele relatou que deixou o país sem se despedir da família.

A fuga ocorreu de forma clandestina, atravessando a fronteira com a Turquia em meio ao inverno. “Eu estava correndo para salvar minha vida, tomado pelo medo, e não sabia se ia morrer”, afirmou. A travessia foi realizada com auxílio de um contrabandista, junto com outras pessoas.

Ao chegar à Turquia, Ahmadi disse que enfrentou dificuldades para confiar em outras pessoas, diante da presença de agentes iranianos no país. Ele relatou que, nesse período, buscou lidar com perdas e insegurança por meio de comportamentos autodestrutivos. “Comecei a beber e fumar”, afirmou.

Posteriormente, mudou-se para a Inglaterra, onde continuou vivendo sem direção espiritual até ser abordado por um cristão que compartilhou a mensagem do Evangelho. “Alguém me disse: ‘Você sabe que Jesus te ama?’”, recordou.

Ahmadi afirmou que a mensagem sobre Cristo foi diferente da compreensão que tinha anteriormente. “Ele disse: ‘Venham a Ele como vocês são. Ele os ama como vocês são’”, relatou. Após frequentar cultos, disse que teve uma experiência espiritual que marcou sua conversão.

“A paz que recebi foi algo que nunca havia sentido antes”, declarou. Ele afirmou que passou a estudar a Bíblia e a compará-la com o Alcorão durante meses.

Após sua conversão, Ahmadi afirmou que compreendeu que seguir a Cristo implica enfrentar perseguição. Ele relatou que diversos membros de sua família também se converteram ao cristianismo. “Um por um, eles se converteram a Cristo”, disse.

Segundo ele, oito familiares tiveram experiências espirituais por meio de sonhos e visões no Irã. Em 2016, parte da família foi levada para a Turquia, onde outros parentes também decidiram seguir a fé cristã.

Ahmadi afirmou que atualmente 32 membros de sua família participam de igrejas domésticas no Irã. Ele destacou que a prática da fé cristã no país envolve riscos significativos.

“Se frequentam a igreja doméstica, podem pegar de 5 a 10 anos de prisão”, afirmou. “Se forem batizados, podem receber penas ainda maiores”.